Político Esfaqueado ou é morto ou é Eleito. Judite Sousa.

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Judite conta como foi a escolha da TVI para que ela participasse da cobertura das eleições presidenciais brasileiras de 2018. Ela realça o comício que ocorreu cinco dias antes do primeiro turno na Lapa na cidade do Rio de Janeiro, onde estavam presentes artistas reconhecidos como Chico Buarque, Caetano Veloso e Mano Brown.

Esses estavam a favor de Fernando Haddad, que representava o Partido dos Trabalhadores (PT), cuja imagem estava totalmente manchada pelos escândalos de corrupção devido as investigações da Lava Jato conduzidas pelo Juiz Sergio Mouro, que levou o ex-presidente Lula a prisão e condenado a cumprir 12 anos.

O favoritismo apontava para Jair Messias Bolsonaro do PSL, Partido Social Liberal, que defendia valores nacionalistas, da família e de ideais voltados  à extrema direita.

Judite relata em uma análise simplista que o país estava dividido entre a continuidade e a mudança. Havia muitas dúvidas sobre qual caminho seguir. Acontecia no Brasil fato semelhante ao vivenciado recentemente na França, onde Macron teria ganhado no primeiro turno contra Marine Le Pen (candidata de extrema direita), mas ela (assim como Haddad) também poderia reverter o jogo ao seu favor a qualquer instante.

O que a jornalista portuguesa não imaginava era que o candidato de extrema direita não faria campanha eleitoral, foi então que se sentiu confrontada com uma situação muito desafiante e inédita. Jair Bolsonaro sofreu um atentado e foi esfaqueado no dia 6 de setembro de 2018, durante uma passeata eleitoral, esse fato mudou totalmente a estratégia de sua campanha e influenciou totalmente os resultados.

Como o candidato não oferecia entrevistas mesmo após ter alta médica, ela acompanhava os vídeos postados por ele via Facebook, e pôde constatar que o discurso era voltado à insegurança associada à criminalidade e combate a corrupção.

Em meio ao ocorrido surgiu o questionamento: se não tivesse existido a facada Bolsonaro teria sido presidente? Pode ser que sim. A autora do livro lembra que sucedeu um vitimismo político em Portugal no ano 1986, Mario Soares foi esbofeteado por um grupo de trabalhadores e em seguida ganhou as eleições também no segundo turno.

O que mais lhe chamou a atenção foi à forma de fazer campanha política através das redes sociais. Aproveitando que foi constatado que as fake News atuam no córtex cerebral onde estão alojadas as emoções, foram então construídas todas as informações de campanha eleitoral, recorrendo aos sentimentos, espiritualidade e ideologias conservadoras.

Assim como Donald Trump, Jair não gosta de responder perguntas que o confronte, por isso não compareceu a nenhum debate ou entrevista televisiva, exceto a TV Record (canal evangélico).

A partir dessas vivências, Judite questionou se a influência da televisão poderia ter acabado nos desfechos eleitorais.

Bolsonaro tornou-se o “ politico invisível”  o nepotismo brasileiro financiou uma campanha qualificada de fake News que custou cerca de 3 milhões de dólares, seu maior meio de comunicação foi o facebook, onde era efetuado gravações de vídeos diariamente na casa do seu amigo e empresário Paulo Marinho  durante todo período eleitoral. Os filhos assumiram sua posição, amigos e empresários investiram no WhatsApp e o candidato postava os vídeos.

Foi notório que o sumiço do candidato era uma estratégia, pois, não aparecendo nem debatendo não teria que explicar seu programa político, justificar suas posições e afirmações polémicas.

Quatro dias antes do segundo turno o Tribunal Superior Eleitoral através de uma noticia publicada pelo jornal Folha de São Paulo denunciou que através de empresários ligados a Bolsonaro foram difundidas uma espessa quantidade de mensagens via WhatsApp a favor do candidato. Entretanto, “o homem invisível” continuava com a mesma posição, os vídeos apareciam no facebook, mas não havia informação alguma sobre esse caso.

Jair Bolsonaro estava à frente de uma eleição marcada pelo novo fenômeno de comunicação: fake News. Elas tomaram conta do discurso político como uma maneira de se alcançar o poder a todo custo, descredibilizando a imagem do adversário e conduzindo a opinião pública a acreditar no quem convém, esse é o maior meio de persuasão da atualidade e por ventura sem escrúpulos.

As comparações entre Trump e Bolsonaro vão além de ser considerado um perigo para as democracias atuais. Donald Trump foi eleito através do discurso voltado aos desfavorecidos pela globalização. Chegou a afirmar que os estadunidenses não usufruíram da riqueza e os empregos precisavam reaparecer.

Jair é o candidato da burguesia e das massas de renda baixa, alcançou-as por meio de preleções sobre combate a corrupção e violência. Seu Ministro Paulo Guedes prometeu práticas neoliberais e programas de privatizações. A elevação do juiz Sérgio Mouro a ministro da justiça soou uma escolha muito mal vista na Europa, classificada como uma recompensa pela prisão de Lula da Silva.

Bolsonaro gera desconfiança criada através declarações que revela pouca proximidade aos valores democráticos e contestações dos direitos das minorias. Judite expressa que estamos em meio a uma revolução comunicacional e política.

Após ganhar a eleição o “Presidente invisível” deu várias entrevistas, mas as redes sociais foram o meio que mais atraiu os brasileiros. Frases curtas com imenso impacto emocional conquistaram eleitores através de WhatsApp, Twitter e Facebook . Fake News levaram o politico esfaqueado a ser eleito, não morto. Fenômeno Inédito que descontrói a democracia e a História contemporânea.

 

 

Referências:

Titulo original: Político esfaqueado ou é morto ou é eleito. Judite Sousa e Oficina do livro – Sociedade Editorial, Ltda. 1 Edição: Janeiro 2019.

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Concepções de didática nas diferentes abordagens de ensino

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Didática é a palavra que se refere à forma de abordagem no ensino, elas variam de extensões técnicas cognitivas, emocionais, políticas, sociais e  culturais. Essas perspectivas levam a refletir de que maneira transmitir os conteúdos usando metodologias que possam alcançar o maior número de educando para atingir o objetivo da proposta elaborada

A abordagem tradicional acredita que a educação é como um produto e os educadores são os personagens centrais donos da sabedoria. Os educandos estão hábeis a receber os conhecimentos fornecidos de maneira passiva. Todos os alunos precisam aprender de forma continua e linear e o professor avaliar.

A comportamentalista aborda o conhecimento como algo a ser descoberto pelo educando, assim como na abordagem tradicionalista a educação é vista como um produto. Esses comportamentos constituíram a base dos Behaviaristas que foram denominados positivistas e defendiam o conhecimento como resultado das experiências. Nessa perspectiva o objetivo primordial é transmitir conduta ética e práticas sociais (Skinner Apud Mizukami 1986) Os conteúdos são ensinados em pequenas partes para que o aluno aprenda de forma sucessiva, questionários são dados para que possam responder o que lhe foi ensinado como tarefa.

Na metodologia humanista o foco do ensino é no desenvolvimento intelectual e emocional, para que sejam capazes de construir, organizar-se e atuar como cidadãos ativos na sociedade. O professor tem o papel de mediador na aprendizagem e não apensas o transmissor. A forma de avaliar é padronizada, porém, não é limitada somente a métodos de avaliações tradicionais.

Abordagem cognitivista explica cientificamente a forma de avaliar e os fatores extremos dos alunos (MIZUKAMI,1986,P.59) O principal defensor dessa abordagem é  Jean Piaget, a perspectiva de  desenvolvimento humano é  seguido por fases que se relacionam e terminam (sensório-motor, pré-operatório, concreto e o operário formal) O objetivo desta abordagem é que o educando aprenda por conta própria e descubra a construção do conhecimento através de suas experiências motoras , verbais e mentais. A avaliação deve ocorrer de maneira qualitativa, levando em conta a assimilação e situações variadas.

Já a abordagem sociocultural, envolve aspectos culturais, sócio-político e reflexões. O autor brasileiro Paulo Freire é o maior defensor desse método, onde a educação é responsável pela autonomia do pensar e do senso critico. Excede a ideia do opressor e oprimido, eleva o educando a problematizar e estabelece um diálogo que desconsidera a educação bancária que o reduz a um deposito de informações. Assim o mesmo torna-se capaz de discernir o mais viável para si e para a sociedade no geral. Os conteúdos são constantemente sincronizados com o social e cultural. A avaliação é mutua, dinâmica e constante entre o educador e o educando, abrange todos os métodos e não se restringi apenas a uma metodologia pedagógica.

 

Referências:

LIBÂNEO,J.C. Avaliação escolar, J.C Didática. São Paulo: Cortez, 1994.

MIZUKAMI, Maria da Graça Nicoletti. Ensino: as abordagens do processo. São Paulo: Epu, 1986.

 

A fotografia na História

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No final do século XIX a fotografia surgiu atribuída à elite. Colaborou com a arte quando passou a fornecer acesso a imagens a quem não tinha vínculos com o meio artístico. Desde então, surgiram ateliês fotográficos onde destacavam variadas situações de diferentes povos, culturas e condições sociais.

A população utilizava a fotografia para registrar somente momentos que julgavam extremamente importantes, os retratos demoravam muito para serem confeccionados e as pessoas permaneciam imóveis até que eles ficassem prontos.

A fotografia auxiliou na ciência e medicina na identificação de plantas e corpos. Colaborou também conservação de ambientes e paisagens. Com o passar do tempo a fotografia tornou-se útil para o controle populacional, uma vez que coopera para identificar as pessoas e contribui para investigações em  diversas áreas.

Na história, a fotografia sempre foi uma fonte secundária, servindo como um complemento de constatação dos acontecimentos, ou seja, acompanhado de uma produção de texto ou explicação da imagem para que o fato seja investigado e esclarecido.

Segundo Taunay quando incluímos uma fonte visual na pesquisa histórica ela se torna insubstituível. Para os historiadores esse tipo que fonte teve uma consideração maior no século XX, onde sua principal estratégia foi acionar o sentimento de nacionalidade, por meio de interesses políticos.

Hercules Florence, um francês radicado na cidade de Campinas – São Paulo inventou o negativo, assim foi possível revelar as fotos tiradas nas máquinas de maneira mais prática. Sua obra foi reconhecida em 1976 e o processo fotográfico passou a ser mais fácil e acessível.

A partir da década de 1980 a fotografia se popularizou e seu consumo ficou mais dinâmico, sua serventia  tornar-se diversificada, tanto para guardar uma recordação de um momento familiar, registrar um evento, uma noticia ou alguma tragédia.

Nos anos 2000 a digitalização e o mundo virtual facilitaram os processos de produção e armazenamento das mesmas. Com a digitalização é possível encontrar fotografias em sites, redes sociais ou guardadas em qualquer espaço digital instantaneamente.

Até o presente momento esta é a era mais fotografada da história, muita informação é transmitida através de uma imagem, e  junto com essa revolução tecnológica ficou fácil alteração das fotos por meio de cortes e recursos de edições, logo, os acontecimentos podem se tornar altamente tendenciosos.

Enquanto historiador é sempre necessário observá-las como uma fonte secundária e verificar suas procedências, para que os fatos não sejam manipulados já que, “uma imagem vale mais que mil palavras”.

 

 

Referências:

 

Disponível em:< PINSKY, C. B.; LUCA, T. R. (Orgs.). O historiador e suas fontes. Disponível em: http://claretiano.bv3.digitalpages.com.br/users/publications/9788572444514.

 

Disponível em:< https://pt.wikipedia.org/wiki/Fotografia#Usos_da_fotografia >. Acesso em: 2018. Dez. 2018.

 

 

 

 

 

Governos Populistas

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Os governos populistas se caracterizam pela  presença de um líder carismático que consegue conquistar a confiança das massas e do senso comum através de uma linguagem simples e utilização de  propagandas contínuas nos meios de comunicação.

Os Lideres populistas vendem a ideia de que são capacitados para resolverem quaisquer  problemas de uma nação deslegitimando as instituições democráticas que governavam antes, normalmente usando discursos extremistas ou autoritários.

Até o final de 1970 esse tipo de comportamento político era encarado como algo pejorativo em diferentes correntes ideológicas e políticas, tanto da esquerda quanto da direita, e foi diversas vezes usado como desqualificação do adversário.

Normalmente o populismo visa defender as classes trabalhadoras, entretanto ele não é uma corrente política e ideológica exclusiva da esquerda. Embora tenha se destacado no século XIX na Rússia por meio da reforma agrária, muitos políticos populistas não possuem ideologias de esquerda.

O presidente Getúlio Vargas e Lula da Silva são exemplos de presidentes populistas de esquerda no Brasil, Já Jânio Quadros e Jair Bolsonaro se enquadram no populismo de direita.

Na América do Norte temos o exemplo em 2016 da campanha eleitoral altamente populista e direitista de Donald Trumb, onde o principal discurso era “nós” (Trump coligado ao povo) e “eles” (restante dos partidos políticos, vistos todos como corruptos).

No geral é depositado grande esperança nesses políticos com a falsa ideia de que eles são os heróis da nação, já que os mesmos aproveitam de momentos de instabilidade política, financeiras e sociais para se promoverem. Por fim, serão lembrados por fazerem ou não coisas boas.

 

Referências:

Disponível em:< https://www.significados.com.br/populismo / >. Acesso em: 2018. set. 2018.

Disponível em:<  https://pt.wikipedia.org/wiki/Populismo >. Acesso em: 2018. set. 2018.

Marina Silva

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Maria Osmarina da Silva é acreana, órfã desde os quinze anos, foi alfabetizada aos dezesseis. Teve uma infância difícil, trabalhou na área rural no Estado do Acre. Dedicou-se a vida religiosa na adolescência e quase se tornou Freira.

Em 1975 conheceu Chico Mendes e desde então adentrou a militância na sindicância rural. Em 1981 formou-se em História pela Universidade do Acre. Em 1984 filiou-se a CUT e dois anos após concorreu a sua primeira candidatura, mas os votos não foram suficientes para que ela ocupasse o cargo.

Marina sempre lutou junto às mulheres e trabalhadores rurais para proteger florestas de desmatamentos. Após a morte de seu companheiro politico Chico Mendes, foi a vereadora mais votada do Acre. Em 1990 também alcançou recorde de votos como deputada no mesmo estado.

Em 1997 recebeu o premio Nobel do meio ambiente, em 2002 foi reeleita Senadora no Acre. No ano de 2003 foi Ministra do meio ambiente e durante seu mandato o desmatamento na Amazônia reduziu 57%. Em 2008, demite-se do meio ambiente e retorna ao Senado. Um ano depois sai do partido no qual tinha afinidade (PT) por não concordar mais com os seus ideais.

Entra para o Partido Verde em 2010, concorre as eleições presidenciais e fica em terceiro lugar. Em 2014 tentou novamente a candidatura como Presidente, mas pelo PSB após a trágica morte de Eduardo Campos e outra vez fica na terceira colocação.

Após o seu afastamento com aliados políticos do inicio de sua carreira política, fez coligações com partidos conservadores e que vão totalmente ao desencontro de seus princípios políticos e suas propostas atingem somente os interesses de empresários.

Rumores declaram que o motivo que levou Marina ao rompimento com seus aliados e a elaboração de um novo partido político (Rede de Sustentabilidade) um ano depois de sua derrota em 2015, é que ela tem mau feitio, é conservadora e contraditória.

Osmarina é taxada de oportunista, seu destaque consisti somente em épocas eleitorais, seus discursos são altamente elaborados para atingir pessoas sem opiniões definidas, seu posicionamento é conservador e mascarado por um comportamento “em cima do muro”. Mesmo em meio a tantas contradições, segue firme na campanha eleitoral para a presidência da república em 2018.

 

 

 

 

 

Referências:

 

Disponível em:<  https://www.cartacapital.com.br/blogs/carta-nas-eleicoes/marina-silva-nao-representa-a-nova-politica-7849.html>. Acesso em: 2018. ago. 2018.

Disponível em:<  https://marinasilva.org.br/biografia/ >. Acesso em: 2018. ago. 2018.

Ciro Ferreira Gomes

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Ciro Ferreira Gomes é paulista, nascido no interior de São Paulo na cidade de Pindamonhangaba. Cresceu em Fortaleza, formou-se em Direito e atuou como pesquisador na faculdade de Harvard no EUA. Em 1985 foi professor de Direito Tributário na UNIFOR e de Direito Público e Privado na UVA (Universidade do Vale de Aracaú).

Começou a carreira politica em 1982 no PSD. Foi eleito em 1983 deputado Estadual pelo PMDB. Em 1986 troca de partido e vai para o PSD. Em 1988 com apenas 31 anos de idade foi eleito a Prefeito de Fortaleza, equilibrou as contas públicas e foi apontado como o melhor Prefeito do Brasil.

Um ano mais tarde nas eleições presidenciais Ciro apoiou Mario Covas no primeiro turno e Lula no segundo. Em 1990 Foi Governador do Ceará pelo PSDB. Seu governo ficou marcado pela rebelião no Instituto Penal Sarasate.  O Arcebispo Aloísio Lorscheider o visitava na altura e foi sequestrado por presos que exigiam armas e munições. As negociações de soltura e condições dos mesmos foram feitas diplomaticamente pelo próprio Ciro.

Durante sua gestão o PIB aumentou 32,5%, foi quitada a divida mobiliária do Ceará e a mortalidade infantil foi reduzida, fazendo com que fosse premiado pela Unicef e  reconhecido como o melhor governador do estado.

Em 1994 foi convidado pelo presidente Itamar Franco para gerir o Ministério da Fazenda e consolidar o “Plano Real”. Obteve um papel muito importante no aumento do PIB e na criação de leis que beneficiavam trabalhadores nos lucros das empresas.

Abdicou o PSDB em 1996 e entrou para o PPS, partido no qual tentou sua candidatura à presidência em 1998 e 2002, perde, e no segundo turno apoia Luiz Inácio. Após um ano, muda de partido novamente e filia-se ao PSB. Em 2013 é convidado por Lula para ser ministro da Integração Nacional onde se realizou o projeto da transposição do Rio São Francisco.

Entrou para o PDT em 2015, criticou as taxas de juros no Brasil, elogiou o governo do Lula, mas, alegou que o país precisava de mais desenvolvimento. No mesmo ano, confirmou sua candidatura a presidência em 2018 através do mesmo partido.

Ciro se sobressai em áreas de conhecimento como economia e projetos bem fundamentados. Também na vasta experiência politica e  destaques nacionais e internacionais. Foi taxado de machista e de mau feitio, por ter pouca paciência para lidar com a oposição e jornalistas dando respostas curtas e “grosseiras”. Sofreu várias denuncias infundadas e  se mantém “ficha limpa”.

 

 

 

 

 

Referências:

Disponível em:< https://educacao.uol.com.br/biografias/ciro-gomes.htm>. Acesso em: 2018. ago. 2018.

Disponível em:< https://www.portalcirogomes.com.br/ >. Acesso em: 2018. ago. 2018.

Disponível em:< https://pt.wikipedia.org/wiki/Ciro_Gomes>. Acesso em: 2018. ago. 2018.

 

 

 

O governo de José Sarney

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José Ribamar de Araújo Costa nasceu 24 de abril de 1930 no Maranhão na cidade de Pinheiro. Passou a utilizar o nome Sarney em homenagem ao seu pai (Sarney Araújo costa). Formou-se em direito em 1954, é escritor e jornalista. Foi o primeiro presidente do Brasil após a ditadura militar e há pouco tempo foi citado nas delações da Operação Lava Jato.

Sarney começou a carreira politica como militante e líder estudantil lutando contra o governo de Vargas. Em 1958 foi eleito deputado Federal no seu estado nativo, após o golpe em 1964 foi contra os militares e ingressou na ARENA. Foi eleito Governador do Maranhão entre 1965 e 1970, exerceu o cargo se senador do mesmo estado por duas vezes consecutivas de 1971 a 1988.

Em 1979 ajudou na fundação do PDS ( Partido Democrático Social) mas o deixou em 1984, por ser contra ao posicionamento do Paulo Maluf  de  realizar eleições indiretas a presidência da república.

Em 1984 ingressou no PMDB, durante a abertura política foi escolhido para ser vice- presidente de Tancredo Neves, que por uma fatalidade faleceu logo depois que tomar posse do cargo. Sendo assim, Sarney assumiu a presidência da república.

O governo de Sarney foi caracterizado pela inflação e desemprego. Congelamento dos preços para tentar conter economia, elaboração do “Plano Cruzado” (sem resultado) e a declaração da dilatória a divida pública. Em 1988 foi anunciada a nova Constituição Brasileira através da Assembleia Nacional Constituinte.

Após o término de seu mandato mudou-se para o Amapá e lá foi eleito três vezes a Senador do Estado de 1991 a 2015. Foi também Presidente do Senado Federal entre 1995-1997, 2003-2005 e 2009 a 2013.

Em 2016 enfrentou denuncias de corrupção da Operação Lava Jato, onde o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado anunciou áudios de conversas que apontam  a recepção de dinheiro indevido do Grupo Odebrecht.

Sarney possui uma longa carreira politica, mandatos com o maior tempo no Senado Federal, totalizando 39 anos. Publicou vários livros de romances e crônicas. Em 1988 foi eleito a Cadeira nº 38 da Academia Brasileira de Letras.

 

Referências:

 

Disponível em:<https://www.ebiografia.com/jose_sarney/ >. Acesso em: 2018. abr. 2018.

 

 

Disponível em:<https://educacao.uol.com.br/biografias/jose-sarney.jhtm>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

 

Disponível em:<https://epoca.globo.com/tudo-sobre/noticia/2016/06/jose-sarney.html>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

 

 

Disponível em:<https://epoca.globo.com/tudo-sobre/noticia/2016/06/jose-sarney.html  

Disponível em:https://g1.globo.com/politica/operacao-lava-jato/noticia/delacoes-da-odebrecht-jose-sarney-e-citado-em-depoimento-sobre-propina-em-execucao-de-ferrovia.ghtml>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

O governo de Itamar Franco

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Itamar Augusto Cautiero Franco nasceu na Bahia em Salvador, no dia 28 de junho de 1930. Cresceu em Minas Gerais onde também se formou em engenharia Civil e Eletrônica. Entrou para a politica em 1955 filiando-se ao Partido Trabalhista Brasileiro (PTB).

Após o golpe de 1964 juntou-se ao PMDB e foi eleito Senador do estado de Minas Gerais, entretanto, abandonou o partido para fazer parte do PL. Em 1989 foi escolhido para ser Vice Presidente do Fernando Collor, juntos colocou em prática o plano para conter a inflação, que resultou o confisco da poupança de muitos brasileiros, causou revolta da população e o afastamento do Presidente.

Após o impeachment do Collor, Itamar ocupou o cargo de Presidente do Brasil entre 1992 e 1994. Nomeou o Sociólogo Fernando Henrique Cardoso como Ministro da Fazenda, com a intenção de acabar com a inflação elaboraram o Plano Real, que tinha o objetivo de mudar a moeda brasileira Cruzeiro para o atual Real.

Devido à baixa inflação deixada pelo governo do Collor, o Brasil estava cada vez mais afundado no desemprego. Em busca de aprovação popular o Presidente procurou governar de forma aberta, realizou um plebiscito para que a população pudesse escolher como seguiria a maneira de governar. Metade da população concluiu que era melhor prosseguir com a República (66% contra 10% da Monarquia) e o Presidencialismo (55% contra 25% do Parlamentarismo).

Itamar Franco iniciou o processo de privatizações e abertura de importações de produtos estrangeiros que transcorreu ao seu sucessor FHC. Em 1998 foi eleito Governador de Minas Gerais e ficou até 2003.

Ganhou o título de embaixador de Portugal com a Organização dos Estados Unidos. Na sua vida pessoal envolveu-se em vários alvoroços por ter casos amorosos com moças mais novas do que ele e desfilar nas escolas de samba ao lado de mulheres nuas.

Em 2006 avisou a candidatura a Presidência da República e ao Senado pelo partido PMDB, mas desistiu. Em 2007 foi convidado por Aécio Neves do PSDB para presidir o Conselho de Administração do Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais onde ficou até 2010 e posteriormente ocupou o cargo de Senador.

Itamar Franco teve leucemia e morreu no dia 2 de julho de 2011 no estado de São Paulo por conta de um acidente vascular cerebral.

 

 

 

 

Referências:

Disponível em:<https://brasilescola.uol.com.br/historiab/itamar-franco.htm>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

Disponível em:<https://www.ebiografia.com/itamar_franco/ >. Acesso em: 2018. abr. 2018.

Disponível em:<https://www.estudopratico.com.br/governo-de-itamar-franco>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

Disponível em:<https://pt.wikipedia.org/wiki/Governo_Itamar_Franco>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

 

 

 

 

 

 

O Governo de Fernando Collor

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Fernando Collor de Mello é natural do Rio de Janeiro, jornalista, começou sua carreira politica no nordeste brasileiro na cidade de Maceió, onde foi eleito como prefeito de 1980 a 1982. Também foi deputado federal e considerado o politico mais jovem no estado de Alagoas. Collor foi o marco das eleições diretas depois de mais de duas décadas de votações indiretas e alto índice inflacionário.

Em 1990 aos quarenta anos de idade, foi nomeado Presidente da República pelo Partido da Reconstrução Nacional (PRN) derrotando o candidato do PT, Luiz Inácio Lula da Silva. Essa disputa presidencial foi uma das mais acirradas da democracia brasileira sendo a diferença de aproximadamente 3% entre o primeiro e o segundo lugar. Seu discurso foi totalmente contra corrupção, privilégios de funcionários públicos e cargos comissionados.

Com a ajuda da Ministra da Fazenda Zélia Cardoso de Mello, propôs estabilizar os valores das taxas de juros, o controle de despesas públicas e o aumento de impostos além da demissão de funcionários públicos. Executou privatizações de corporações públicas como a “Usina Siderúrgica de Minas Gerais” e facilitou a entrada de mercadorias estrangeiras, dentre outras importações.

Seus planos econômicos foram muito polêmicos e drásticos principalmente para a classe média brasileira, pois os salários foram congelados e o dinheiro nacional praticamente confiscado por quase dezoito meses, impulsionado pela desculpa deste em controlar a inflação. Essas medidas causaram recessões fortes como a diminuição das taxas nas importações, desvalorizando os produtos nacionais e induzindo o fechamento de várias empresas que consequentemente causou muito desemprego.

Para tentar conter o fracasso de seus planejamentos, Collor criou o Fundo do Desenvolvimento Social (FDS) que oferecia verba para o investimento no setor  privado, não sendo bem sucedido. Devido a essas medidas, sua popularidade começou a cair assim como seu apoio parlamentar.

Em 1992 após um conflito familiar,  seu  irmão  Pedro Collor  denunciou a corrupção de seu governo que era comandada  pelo seu tesoureiro.  Diversos assessores, ministros e até a Primeira Dama Roseane Collor, foram acusados de desvio de dinheiro público.

Os escândalos de corrupção de seu governo geraram várias revoltas populares, dentre elas os estudantes universitários e secundaristas chamados de “caras pintadas”, conhecidos pelos seus rostos pintados de verde e amarelo, que foram destaque por pedirem o afastamento do presidente.

Foi organizada uma CPI de investigação que paralisou o país por meses para o pedido de impeachment de Fernando Collor. Em setembro de 1992 o Congresso Nacional aprovou o seu banimento, mas antes que fosse jubilado, Collor renunciou e se tornou inelegível por oito anos.

Em 2002 após um tempo fora do Brasil e de volta a Alagoas, tentou a candidatura para governador de estado pelo PRTB e foi derrotado. Em 2006 foi eleito senador do mesmo estado pelo Partido Renovador Trabalhista Brasileiro, entretanto, no segundo dia de seu mandato migrou para o PTB.

No dia 10 de maio de 2010 anunciou antecipadamente sua campanha eleitoral novamente para o governo de estado, fato que foi considerado crime eleitoral e no mesmo ano concorreu às eleições e perdeu. Em 2014 foi eleito Senador de Alagoas e em 2016 filiou-se ao PTC.

Em 2015 juntamente com 47 políticos de seu partido foi indiciado pela operação lava jato acusados de corrupção. No mesmo ano a Policia Federal caçou 53 mandatos de seus aliados envolvidos em esquemas de lavagem de dinheiro na Indústria Petrobrás.

Foram apreendidos vários carros de luxo na casa de Collor e ele acusou a polícia de invasão, negando todas as acusações feitas contra ele e alegando falta de provas. Segue, no entanto respondendo às mesmas em liberdade. Em janeiro de 2018 Fernando Collor de Mello noticiou que vai concorrer à reeleição para Presidência da Republica neste mesmo ano por meio de votos diretos.

 

 

Referências:

 

Disponível em:<http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/presidencia/presidencia/ex-presidentes/fernando-collor>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

Disponível em:<https://educacao.uol.com.br/disciplinas/historia-brasil/governo-collor-de-mello-1990-1992-presidente-renuncia.htm>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

Disponível em:<https://www.infoescola.com/historia/governo-de-fernando-collor/>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

Disponível em:<https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Collor_de_Mello#Per%C3%ADodo_de_1993-2002 >.Acesso em: 2018. abr. 2018.

O governo de Fernando Henrique Cardoso

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Também conhecido como FHC, o sociólogo e cientista político foi o 34 º presidente do Brasil de 1994 a 2002. Constituiu a carreira acadêmica baseada nos ideais de Florestan Fernandes. Graduou-se na USP onde posteriormente foi Professor.

Durante o golpe militar ficou exilado no Chile e na França, países que também lecionou e divulgou diversos estudos sociais que foram premiados. Retornou ao Brasil em 1968 e após sua aposentadoria como professor se dedicou a carreira política.

Esteve à prente na fundação de dois partidos brasileiros, o PMDB e o PSDB. No governo e Itamar Franco foi ministro das relações exteriores e ministro da fazenda. Organizou o planejamento para mudar o dinheiro do país com o Plano Real que promoveu para sua candidatura presidencial em 1994 pelo partido PSDB.

Seu governo pretendia reduzir ao máximo as intervenções estatais, em seu primeiro mandato (1994 – 1998) foram realizadas várias privatizações como: a Empresa Brasileira de Telecomunicações (Embratel), Vale do Rio Doce e a Companhia Siderúrgica Nacional. Algumas leis foram flexibilizadas e direitos trabalhistas reduzidos. Devido ao investimento em importações estrangeiras várias corporações nacionais foram fechadas  agravando o desemprego no final de seu mandato.

Em 1998 foi aprovada a lei no congresso nacional que permitia a reeleição de governantes por meio de voto direto. FHC foi reeleito no primeiro turno com 53% de votos no mesmo ano, derrotando o sindicalista e metalúrgico Luís Inácio Lula da Silva representado pelo Partido dos Trabalhadores.

Seu segundo mandato (1998-2002) lhe proporcionou uma popularidade mais baixa, devido sua politica Neoliberalista, crescimento do desemprego e salários menores. A natureza e as privatizações também não foram muito generosa com Fernando, secas nas usinas hidrelétricas acarretavam  diversos “apagões”  e deixavam vários brasileiros sem energia elétrica.

Seu governo também se destacou universalmente e tornou-se referencia no tratamento de HIV e Aids,  bem como o índice de combate a mortalidade infantil. FHC ampliou paulatinamente o ingresso de crianças e jovens na escola com a implementação da Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB) que propôs a universalização do ensino básico, reduziu o índice de analfabetismo em quatro pontos percentuais entre 1995 e 2001.

Em 1999 a desvalorização do Real gerou uma concordata com o Fundo Monetário Internacional (FMI), a valorização da moeda norte americana fez com que a inflação também se elevasse, assim como a divida externa, então foi elaborada a Lei de Responsabilidade Fiscal para controlar os gastos públicos que se comprometia a limites de custos do tesouro nacional para quitar as dividas externas e repasse de capital a setores privados.

Mesmo com a persistência latente da desigualdade de social, má distribuição de renda e incertas condições de qualidade de vida, o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) retratou seu governo no geral mais positivo do que negativo. O Presidente Fernando Henrique Cardoso foi titulado em 2002 como a autoridade que mais se destacou em desenvolvimento humano.

Nesse mesmo ano FHC passa a faixa presidencial para o representante do Partido dos Trabalhadores (PT) Luiz Inácio Lula da Silva que venceu com 61% dos votos o candidato do PSDB José Serra. Este processo de transição política foi acompanhado por representantes de ambas as equipes.

Em 2007 o ex- presidente Fernando Henrique Cardoso não escapou dos escândalos de corrupção, foi delatado a policia Federal sob a acusação de que recebia verbas indevidas da empreiteira Odebrech para auxiliar nas campanhas de suas eleições. Ele nega as acusações e segue a dedicar-se a seu instituto e sua carreira como escritor, sociólogo e cientista politico.

 

 

Referências:

Disponível em:< http://www.biblioteca.presidencia.gov.br/presidencia/ex-presidentes/fernando-henrique-cardoso/biografia>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

Disponível em:<https://epoca.globo.com/tudo-sobre/noticia/2017/04/fernando-henrique-cardoso.html>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

Disponível em:< http://fundacaofhc.org.br/sobre-a-fundacao/apresentacao-por-fhc>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

Disponível em:< https://www.infoescola.com/historia/governo-de-fernando-henrique-cardoso>. Acesso em: 2018. abr. 2018.

Disponível em:<https://pt.wikipedia.org/wiki/Fernando_Henrique_Cardoso>. Acesso em: 2018. abr. 2018.